Contexto é a nova working storage
Quando comecei, memória era cara. Você pensava muito em cada campo que declarava na working storage, porque não havia espaço para nada desnecessário.
Os grandes modelos de linguagem trouxeram essa sensação de volta. A janela de contexto parece enorme, mas enche rápido, e o que você coloca nela molda o que sai. Hoje chamam isso de "context engineering". Eu chamo de uma disciplina bem conhecida.
Três hábitos que continuam valendo
Carregue só o que o passo precisa. Colar o código inteiro ou o manual inteiro "por via das dúvidas" não melhora a resposta. Dilui. Dê ao modelo os dois arquivos que importam e explique por que importam.
Dê nomes claros. Um campo bem nomeado poupava uma hora do próximo programador. Uma seção bem identificada no prompt ("Restrições", "Exemplo de entrada", "O que não fazer") faz o mesmo pelo modelo.
Libere o que já usou. Em sessões longas, resuma e recomece em vez de deixar detalhe velho se acumular. Um contexto novo com um bom resumo costuma ganhar de um lotado com tudo dentro.
O hardware cresceu. O princípio não mudou: a qualidade da saída depende de quão bem você cuida do que está na memória.
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