Trate a IA como um júnior talentoso, não como um oráculo
As pessoas que mais tiram proveito da IA não são as que têm os prompts mais espertos. São as que tratam a IA como um novo contratado capaz: rápido, empolgado, que leu de tudo e que às vezes erra com muita convicção.
Esse jeito de pensar muda a forma de trabalhar.
Você dá contexto, não só ordens. Você não diria a um colega novo "escreve a spec" e iria embora. Explicaria o cliente, a restrição e o que é um bom resultado. Aqui é igual.
Você revisa o trabalho. O primeiro rascunho de um júnior economiza horas, mas você lê antes de publicar. A saída da IA merece a mesma revisão, principalmente números, nomes e qualquer coisa que pareça perfeita demais.
Você delega as tarefas certas. Primeiros rascunhos, resumos, casos de teste, "me explica esse código antigo", transformar ata de reunião em lista de ações. Tudo ótimo. Decisões finais sobre pessoas, dinheiro ou sistemas em produção continuam com você.
Você ensina seus padrões. Escreva suas convenções uma vez (tom, formato, as verificações que sempre faz) e reutilize. Ela melhora, do mesmo jeito que um colega melhora depois de algumas semanas.
Num oráculo você confia às cegas. Com um colega você trabalha junto. A segunda relação é muito mais produtiva, e muito mais segura.
Todos os posts e opiniões aqui são meus e não representam a visão do meu empregador, atual ou anterior.